Treinamento em Qualidade e Segurança
Módulo: Análise de Causa Raiz e Cultura Justa em Evento Sentinela
Seu acesso é liberado pelo administrador do treinamento. O progresso e as respostas ficam registrados para acompanhamento pedagógico.
Gestão de alunos, respostas e adesão ao treinamento.
Controle de acesso simplificado, adequado a ambiente de treinamento — não utilize senhas pessoais.
Alunos que completaram as fases mas ficaram sem a nota final (ex.: falha do tutor de IA). As respostas deles estão salvas — ninguém refaz nada: o aviso pede só para reabrir o curso e clicar em "Ver minha avaliação".
| Aluno | Turma | Curso | Fases feitas | Última atividade |
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Roda sozinha uma vez por dia (na primeira visita do dia à plataforma): quem tem prazo vencendo hoje recebe "vence hoje"; quem passou do prazo sem concluir recebe o aviso de atraso — sino + e-mail, uma única vez por prazo (prorrogou o prazo, gera novo ciclo). Cobre cursos atribuídos e aulas obrigatórias do PEC. O acesso nunca é bloqueado.
Para quando o aluno avisa que marcou a nota errada. A correção troca só o NPS — nota do curso, menção e progresso ficam intactos — e grava auditoria (valor antigo + data).
| Trilha | Cursos | Atribuída a |
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Atribuir a trilha já libera todos os cursos dela para o alvo (com a obrigatoriedade e o prazo escolhidos) e avisa o aluno por e-mail e pelo sino.
Selecione um curso e/ou turma, ou busque um aluno. Clique em Ver perfil para explodir os dados do aluno (todos os cursos, status, nota e menção).
| Turma | Alunos |
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Use a planilha-modelo com as colunas NOME COMPLETO, CRM, UF, EMAIL, ESPECIALIDADE e TURMA (turmas novas são criadas automaticamente). Após ler o arquivo, confira a pré-visualização e os avisos antes de confirmar a gravação.
Cada convite é individual: vale para um único cadastro e é invalidado no primeiro uso. Gere um lote para a turma, copie os links e distribua um por convidado. O convidado preenche os próprios dados (nome, CRM, e-mail, especialidade) e já entra na turma certa.
| Convite | Turma | Status | Validade | Usado por |
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Atribua um curso a uma turma inteira ou a um aluno específico, com prazo de validade opcional. Cursos obrigatórios vencidos aparecem como "em atraso" no perfil do aluno.
Remove a atribuição de um curso de uma turma inteira ou de um aluno específico. O curso deixa de aparecer no portal do aluno (o progresso fica guardado; se o curso for reatribuído, ele continua de onde parou). Se o curso estiver aberto para autoinscrição, ele volta a aparecer na prateleira do portal. Atenção: se o curso fizer parte de uma trilha atribuída, uma edição futura da trilha pode liberá-lo de novo — nesse caso, remova também a atribuição da trilha (aba Trilhas).
| Curso | Atribuído a | Tipo | Prazo |
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| Nome | Matrícula | Cadastrado em |
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| Especialidade | Aulas | Ordem |
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Usada no tempo de tela estimado. Vazio = usa a carga (h).
| Aula | Especialidade | Tipo | Registros | NPS |
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Visualizações, tempo de tela estimado (duração da aula × assistidas — o player só marca "assistida" ao fim da projeção) e NPS. Aulas opcionais ficam fora de qualquer adesão; só as marcadas como obrigatórias contam — e nada aqui altera a adesão dos treinamentos (Sepse, AVC etc.).
| Especialidade | Aulas | Visualizações | Tempo de tela (est.) | NPS |
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| Aula | Especialidade | Duração | Visualizações | Tempo de tela (est.) | NPS | Adesão |
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Configure a caixa de e-mail do domínio (Hostinger) que a plataforma usa para enviar boas-vindas, links de senha e avisos de curso. Servidor típico do Hostinger: smtp.hostinger.com, porta 465 (SSL). A senha fica gravada no servidor; deixe o campo em branco ao salvar para manter a senha atual.
Dispara o e-mail de boas-vindas com o link para o médico criar a senha. Use quando quiser liberar o acesso (ex.: após apresentar a plataforma). Só envia para quem ainda não tem senha; quem já criou é ignorado. Requer o e-mail (SMTP) configurado acima.
Exporta as conclusões de curso no formato do contrato de dados da avaliação de desempenho (chave CRM). Colunas: crm, curso_id, curso_nome, obrigatorio, data_conclusao, nota, aprovado — UTF-8, separador vírgula. Conclusões sem CRM são descartadas (preencha o CRM do médico no Cadastro). Aprovado = nota ≥ 60.
Esta chave alimenta o tutor de IA de todos os cursos da plataforma. Cole uma chave da Anthropic (console.anthropic.com), clique Salvar chave e depois Testar tutor para validar. A chave fica gravada no servidor (com precedência sobre a do arquivo api2.php); deixe o campo em branco e salve para voltar a usar a do arquivo. Use uma chave exclusiva, com limite de gastos configurado, e revogue-a quando desejar.
Aparecem no mural do painel do aluno.
Abra um curso para o aluno se autoinscrever pela prateleira, e ajuste a cor e o ícone do card.
Alunos que pediram uma nova tentativa. Aprovar zera o progresso do aluno naquele curso, liberando-o para refazer.
Defina uma senha para sua equipe administrativa entrar na mesma tela de login do admin, mas vendo só as abas Cadastro e Alunos (cadastrar, importar, turmas, links de acesso, atribuir cursos). Trilhas, PEC, dashboards e estas Configurações ficam fora do alcance do operador.
Diretoria da instituição está sob forte pressão pública e promete investigação rigorosa sobre as falhas de segurança.
Uma falha catastrófica no processo de medicação resultou na morte de uma paciente de 62 anos na noite da última quarta-feira. A paciente, que estava internada em uma ala de enfermaria clínica para tratamento de uma infecção moderada, recebeu uma dose letal de um medicamento incorreto. Segundo fontes internas, um eletrólito concentrado foi administrado diretamente na veia da paciente no lugar do antibiótico prescrito — um erro envolvendo medicamentos classificados como de alta vigilância, que apresentam risco elevado de causar danos graves ou morte se administrados de maneira errada.
A tragédia levantou sérios questionamentos sobre as barreiras de segurança do hospital. Relatos preliminares indicam que protocolos básicos de identificação e administração segura não foram seguidos pela equipe de plantão. A família da vítima, devastada, concedeu entrevistas exigindo transparência e justiça, afirmando que a paciente sequer foi informada sobre o que estava sendo injetado em seu acesso venoso.
A pressão pública recaiu fortemente sobre a alta gestão do hospital, que emitiu uma nota oficial lamentando profundamente o ocorrido e confirmando que o caso foi classificado como um "evento sentinela". A governança clínica anunciou a abertura imediata de uma Análise de Causa Raiz para destrinchar as falhas sistêmicas que permitiram que o erro ultrapassasse todas as barreiras e chegasse à beira do leito da paciente.
Data da Notificação: 10/07/2026 | Hora do Evento: 21h15
Classificação do Incidente: Evento Sentinela (Óbito)
Setor: Enfermaria Clínica — Leito 402 | Paciente: M.S.S.
Descrição do Evento: Durante o turno da noite, foi administrada medicação intravenosa incorreta à paciente M.S.S. A prescrição eletrônica indicava a infusão de Cefazolina 1g, porém foi infundido Cloreto de Potássio (KCl) 19,1% em bolus direto no acesso venoso periférico. A etapa crítica de tripla checagem por leitura de código de barras — envolvendo o crachá do profissional, a pulseira da paciente e a etiqueta do medicamento preparado — foi omitida no momento da administração à beira do leito. Imediatamente após o início da infusão, a paciente queixou-se de dor intensa no membro superior, seguida por arritmia grave e evolução rápida para parada cardiorrespiratória. A equipe de resposta rápida foi acionada e manobras de ressuscitação avançada foram iniciadas prontamente, mas não obtiveram sucesso. O óbito foi declarado às 21h45.
Fatores Contribuintes Identificados Preliminarmente:
Ações Imediatas Tomadas:
Você é o Gestor de Qualidade e Segurança do Paciente do Hospital Memorial e acaba de ser designado para liderar o comitê de Análise de Causa Raiz deste evento sentinela — sob pressão da mídia, da família e da própria diretoria.
Analise as entrevistas colhidas com os envolvidos, identifique as falhas ativas e latentes, aplique os princípios da Cultura Justa, proponha barreiras de segurança e conduza a comunicação com a família. Um tutor de IA avaliará cada uma das suas deliberações.
Sala da Governança Clínica. Os relatos abaixo permanecem disponíveis para consulta durante toda a investigação.
(O profissional senta-se de forma curvada. Segura um lenço de papel amassado e evita contato visual com a comissão. Interrompe a fala diversas vezes para conter o choro.)
"Eu... eu juro que só queria fazer o meu trabalho direito. Era meu primeiro mês aqui, eu ainda estava em período de adaptação. Quando cheguei para o plantão, disseram que teve muito absenteísmo e me trocaram de setor na última hora. Eu caí em uma enfermaria que não conhecia e me deram cinco pacientes extremamente complexos de uma vez. O volume de trabalho estava me esmagando."
"Eu tenho muita dificuldade ainda com o sistema eletrônico de vocês. Naquela noite, o PDA estava travando muito, a tela congelava toda hora. Eu fui pedir ajuda, e os enfermeiros mais antigos me disseram para não me preocupar — que quando o aparelho ficava lento assim, eles costumavam 'pular' a tripla bipagem pela leitura por código de barras do crachá, da pulseira e da etiqueta do medicamento. Disseram que faziam isso porque já conheciam bem os pacientes. Mas eu não conhecia ninguém ali..."
"Perto das 21h, eu estava completamente atrasado e desesperado. Foi aí que o R.M. viu meu estado. Ele foi muito gentil, viu que eu não estava dando conta e se ofereceu para buscar as medicações no dispensário. Quando ele voltou, me entregou a medicação na mão e disse apenas: 'Essa é a medicação das 21h, pode fazer'. Eu confiei nele... Ele é experiente, conhece tudo. Eu estava tão focado em não atrasar mais que eu não fiz o básico... Eu não fui checar a pulseira, não conferi os dois identificadores... Eu apenas injetei."
"No momento em que eu terminei o bolus, ela levou a mão ao peito e o monitor começou a alarmar. Quando eu olhei para a ampola vazia na minha mão e li 'Cloreto de Potássio', o chão sumiu. Eu gritei por ajuda e o plantonista correu para o quarto. Enquanto eles assumiam a massagem cardíaca, a primeira coisa que eu fiz, mesmo tremendo e chorando, foi correr para o computador e abrir o sistema de gestão de risco. Fui eu mesmo que notifiquei o caso para a Qualidade na mesma hora. Eu não tentei esconder a ampola, não tentei apagar o registro. Eu precisava que soubessem o que tinha entrado na veia dela para ver se conseguiam reverter. A culpa é minha e eu entreguei o que eu fiz..."
(O profissional cobre o rosto com as mãos, chorando copiosamente.)
(O profissional entra na sala visivelmente abatido. Seu olhar é fixo no chão, as mãos estão trêmulas sobre a mesa. A voz sai baixa, quase em um sussurro arrastado.)
"A culpa foi minha. Fui eu que coloquei a medicação errada na mão dele. O menino estava no limite... a unidade toda estava um caos por causa da falta de funcionários. Eu vi o desespero dele tentando fazer o PDA funcionar e pensei: 'Vou adiantar o lado dele, ele é novo, vai acabar surtando'. Fui até o dispensário na pressa."
"O que eu não me atentei... o que eu nunca vou me perdoar... é que nós tínhamos duas pacientes homônimas e com a mesma data de nascimento internadas em quartos vizinhos naquela noite. A nossa política é clara: em casos de pacientes homônimos com a mesma data de nascimento, nós somos obrigados a utilizar o número de atendimento ou o prontuário como um terceiro identificador para ter certeza. Mas eu estava correndo. Eu não conferi o terceiro identificador. Eu peguei a medicação da paciente do quarto ao lado... peguei o eletrólito concentrado, entreguei na mão do menino e disse que era a medicação das 21h."
"Eu criei a armadilha e empurrei ele para dentro. A gente se acostumou a burlar o sistema quando as coisas ficam difíceis... a gente normalizou pular a conferência eletrônica porque 'atrasa o plantão'. Nós cometemos um erro não intencional, nós estávamos trabalhando para tentar ajudar os pacientes no meio daquele caos, mas o resultado foi a morte de uma senhora. Como é que eu vou conviver com isso? Como é que eu olho para a família dela? Eu destruí a vida de uma paciente e acabei com a carreira de um garoto que só estava tentando ajudar..."
(O médico entra na sala a passos largos. Não se senta. Gesticula de forma ríspida, com o rosto vermelho e o tom de voz elevado, demonstrando indignação e fúria com a comissão.)
"Isso é um absurdo! É simplesmente inadmissível! A minha paciente estava estável. Ela internou por uma infecção moderada, estava respondendo bem à Cefazolina, tinha previsão de alta para o fim de semana! Como é que alguém injeta potássio concentrado direto na veia de um paciente em pleno século XXI?!"
"O Hospital Memorial já foi sinônimo de excelência. Nós tínhamos orgulho de internar nossos pacientes aqui. Mas agora? Agora parece que baratearam a folha e estão contratando qualquer um! Sem preparo, sem treinamento, sem o mínimo de noção de segurança farmacológica. Como é que um enfermeiro pega uma medicação da mão de outro e simplesmente injeta sem ler o rótulo? Isso não é um erro, isso é negligência criminosa! Eu perdi uma paciente de 62 anos, lúcida, ativa, por uma falha bizarra de enfermagem. A família está destroçada e eu estou tendo que responder por um homicídio que aconteceu dentro das portas de vocês. Eu quero saber hoje: quem vai pagar por isso? Quantos vão ser demitidos? Porque se a corda arrebentar só para o lado do médico ou se vocês tentarem abafar isso com 'reuniões de qualidade', eu mesmo vou à mídia!"
(Confrontado pela comissão com o registro da intervenção farmacêutica no sistema, o médico senta-se rigidamente. Cruza os braços de forma defensiva e sua voz perde a agressividade inicial.)
"Eu... eu tenho dezenas de pacientes graves para evoluir todos os dias. O protocolo da bolsa pré-diluída impõe um volume de fluido extra que eu não queria para essa paciente naquele momento específico. Eu sou o médico assistente, a responsabilidade terapêutica é minha. A farmácia me ligou, sim, querendo discutir a padronização das diluições, mas eles não estão à beira do leito avaliando a paciente."
"Eu exigi a ampola porque confiei que a equipe de enfermagem saberia realizar o preparo básico de uma medicação. O fato de eu ter recusado o protocolo da bolsa pronta e exigido a ampola não isenta a enfermagem de ter falhado na dupla checagem exigida para eletrólitos concentrados no momento do preparo. A responsabilidade de ler o rótulo antes de conectar a seringa no paciente é de quem administra..."
(O médico silencia, engolindo em seco. O suor surge em sua testa enquanto ele desvia o olhar dos membros da comissão.)
(O médico senta-se devagar. Está visivelmente exausto, com olheiras profundas. Mantém um tom de voz profissional, clínico, mas carregado de frustração por não ter conseguido salvar a paciente.)
"Fui acionado pela enfermagem por volta das 21h15. O alarme tocou e nós corremos para o leito 402. Quando cheguei, a paciente já estava irresponsiva, sem pulso central. O monitor mostrava uma fibrilação ventricular que rapidamente evoluiu para assistolia."
"Nós fizemos absolutamente tudo o que o protocolo manda. Iniciamos o suporte avançado de vida imediatamente, garantimos via aérea, iniciamos as compressões de alta qualidade, administramos adrenalina... Ficamos em manobras de ressuscitação por mais de 30 minutos. Mas foi uma parada cardíaca súbita, refratária a absolutamente tudo o que tentávamos. O coração dela simplesmente não respondia."
"Na hora da intercorrência, eu não fazia a menor ideia do que tinha acontecido. Pensei em um tromboembolismo pulmonar maciço ou um infarto fulminante. A equipe de enfermagem estava em choque, o menino novo chorava desesperado no canto, mas durante a ressuscitação ninguém me falou sobre troca de medicação. Eu só fui descobrir que tinha sido uma injeção de potássio quando declaramos o óbito e a chefia de enfermagem veio me procurar com a notificação que o próprio enfermeiro tinha acabado de abrir no sistema. Se eu soubesse na hora... talvez tentássemos medidas específicas para hipercalemia severa, cálcio, bicarbonato... mas foi tudo tão rápido e letal que, sinceramente, acho que o desfecho não mudaria. O coração parou no instante em que o potássio entrou."
(A profissional está sentada de forma rígida, segurando uma prancheta com cópias impressas de chamados técnicos. Seu tom inicial é defensivo, mas a voz embarga à medida que o peso da consequência final se torna claro.)
"O hospital simplesmente não pode parar. Se a farmácia não dispensa, as enfermarias, as UTIs e o centro cirúrgico travam. Nossa impressora térmica de etiquetas de segurança, a máquina específica que imprime os rótulos em alta resolução, quebrou há exatamente uma semana. Nós abrimos o chamado para a manutenção de TI imediatamente, mas avisaram que a peça de reposição ia demorar."
"Nós tínhamos que continuar unitarizando e liberando as medicações, então tivemos que improvisar. Ligamos o sistema em uma impressora a laser padrão de escritório. O papel adesivo não era o ideal e as letras ficaram minúsculas. O que mais me assombra agora é que, pelas diretrizes de segurança, o Cloreto de Potássio é classificado como eletrólito concentrado e medicamento de alta vigilância. Ele obrigatoriamente deveria receber uma etiqueta com um triângulo vermelho e uma mão simbolizando 'pare', além de uma etiqueta redonda preta com os dizeres 'dilua antes de usar'. Mas, na nossa impressora improvisada, saiu tudo em texto contínuo, preto e branco, sem nenhum dos alertas visuais de perigo."
"Tanto a Cefazolina quanto o Potássio desceram para o dispensário da enfermaria em ampolas transparentes, de tamanhos parecidos, com essas etiquetas improvisadas. A barreira visual falhou, eu reconheço. Mas nós operamos sob a premissa de que haveria a dupla conferência pela equipe de enfermagem no momento do preparo. Mais do que isso, nós confiávamos que a etapa de segurança da tripla bipagem — a leitura pelo código de barras do crachá do profissional, da pulseira da paciente e da etiqueta do medicamento — barraria qualquer troca antes de a agulha tocar o acesso venoso."
"Nós criamos aquele improviso na intenção de ajudar, para manter o fluxo de assistência do hospital rodando no meio da lotação... Nós sabíamos que a etiqueta estava fora do padrão ideal, mas eu nunca, nem nos meus piores pesadelos, imaginei que todo o resto do sistema de checagem lá na ponta fosse falhar junto e que isso pudesse custar a vida de uma paciente."
(O profissional senta-se reclinado na cadeira, com os braços cruzados e uma expressão de forte resignação e cansaço. Seu tom é pragmático, mas carrega a frustração evidente de quem já havia alertado sobre o problema diversas vezes.)
"Eu gostaria muito de dizer que estou surpreso, mas a verdade é que a TI vem documentando e alertando a diretoria executiva sobre esse risco há mais de um ano. Os PDAs que a equipe de enfermagem utiliza para as checagens à beira do leito estão completamente obsoletos. O nosso contrato de manutenção oficial com a fabricante expirou e não foi renovado sob a justificativa de cortes no orçamento da instituição."
"Desde então, estamos operando no limite do improviso. Nós temos um técnico local que basicamente trabalha canibalizando peças de aparelhos estragados para tentar manter alguns funcionando. A realidade nua e crua, que a gestão tentou ignorar, é que hoje apenas 30% a 40% de todo o nosso parque de PDAs está de fato operacional. E mesmo esses aparelhos que ainda ligam apresentam baterias viciadas, lentidão extrema do sistema e travam constantemente no meio do processo de leitura. O que o menino relatou não foi um evento eventual ou azar daquela noite; é um problema crônico e corriqueiro. É a rotina diária e massacrante das enfermarias."
"O protocolo de segurança da instituição é muito claro ao exigir a conferência através da tripla bipagem pela leitura por código de barras: 1 — crachá do profissional de enfermagem; 2 — pulseira do paciente; e 3 — etiqueta do medicamento preparado. Essa etapa é considerada vital para a confirmação do paciente certo, prescrição certa e horário certo. No entanto, a governança instituiu e cobrou essa barreira, mas falhou em fornecer a infraestrutura tecnológica básica para que ela pudesse ser cumprida na prática."
"Nós na TI sabíamos que a enfermagem estava contornando a checagem eletrônica. Nós recebemos dezenas de chamados de suporte em todos os turnos com profissionais desesperados porque a tela congelou no meio da medicação. Quando a tecnologia falha sistematicamente e o volume de pacientes sobrecarrega a equipe, o profissional da ponta vai encontrar um atalho para tentar dar conta do trabalho. Aquele jovem enfermeiro cometeu um erro terrível, sim, mas ele foi apenas a ponta do iceberg de uma negligência estrutural gigantesca que começou com a falta de manutenção de equipamentos vitais para a segurança."
(O profissional ajeita os óculos, visivelmente tenso, e coloca sobre a mesa o relatório impresso com o registro de intervenções do sistema.)
"A nossa política institucional é muito rigorosa quanto aos eletrólitos concentrados. Eles são classificados como Medicamentos de Alta Vigilância, e o padrão de segurança do hospital exige que a farmácia dispense bolsas já pré-diluídas para as enfermarias. A regra existe justamente para evitar que ampolas soltas, que exigem o alerta 'dilua antes de usar', circulem nos postos e sejam manuseadas sob pressão, já que a política institucional não permite o estoque de eletrólitos concentrados nas unidades de cuidado ao paciente — as raras exceções previstas em política são áreas como Pronto Atendimento, carros de emergência e de anestesia, kits de cirurgia cardíaca, farmácias satélites e dispensários eletrônicos de UTI, sempre com segregação e sinalização de alerta."
"Quando eu fiz a gestão da prescrição da paciente à tarde, notei que o Dr. H.B. havia prescrito as ampolas de Cloreto de Potássio para serem diluídas lá no posto pela própria enfermagem. Eu imediatamente liguei para ele para realizar a intervenção farmacêutica, visando certificar que a prescrição estava em conformidade com as nossas parametrizações de segurança. Eu o avisei sobre o protocolo e pedi para alterar para a bolsa pré-diluída."
"Ele foi extremamente ríspido. Disse que a conduta clínica era dele, ignorou o alerta de segurança e exigiu, de forma categórica, que a medicação fosse administrada exatamente na forma que ele prescreveu. Como a hierarquia médica muitas vezes acaba atropelando os protocolos assistenciais, a farmácia central cedeu à pressão. Nós dispensamos as ampolas soltas, com aquelas etiquetas improvisadas pela falta de impressora, para que a diluição fosse feita na enfermaria. Se ele tivesse aceitado a barreira de segurança da bolsa pré-diluída, a confusão na gaveta e a injeção fatal em bolus seriam fisicamente impossíveis de acontecer."
Meta 1 — Identificação correta do paciente: os dois identificadores padronizados são nome completo e data de nascimento, presentes na pulseira de identificação. Em pacientes homônimos com a mesma data de nascimento, utiliza-se como terceiro identificador o número de atendimento ou prontuário. Antes da administração de medicamentos, a conferência é realizada pela tripla bipagem por código de barras: 1) crachá do profissional de enfermagem; 2) pulseira do paciente; 3) etiqueta do medicamento preparado.
Meta 3 — Segurança de medicamentos: Medicamentos de Alta Vigilância são identificados com etiqueta contendo um triângulo vermelho e uma mão simbolizando "pare", destacados em amarelo na prescrição e armazenados em quantidades restritas, em gavetas vermelhas chaveadas. Os eletrólitos concentrados recebem sinalização adicional: etiqueta redonda preta com os dizeres "dilua antes de usar", e exigem dupla conferência no momento do preparo. Não é permitido estoque de eletrólitos concentrados nas unidades de cuidado ao paciente, salvo exceções restritas previstas em política (PA, carros de emergência e de anestesia, kits de cirurgia cardíaca, farmácias satélites e dispensários eletrônicos de UTI), sempre com segregação e rótulos de advertência.
Barreiras de segurança na cadeia medicamentosa: prescrição eletrônica com bloqueios (impossibilidade de prescrever sem dose e via), análise técnica farmacêutica na gestão da prescrição, validação eletrônica por código de barras na dispensação e no abastecimento de dispensários eletrônicos, leitura de código de barras antes do preparo, dupla conferência para medicamentos de alta vigilância e bombas de infusão inteligentes com biblioteca de fármacos que interceptam erros antes de atingirem o paciente.
Cultura de segurança (JCI 8ª ed., GLD.07.01): os líderes criam e mantêm a cultura de segurança; garantem um sistema acessível e confidencial de relato de problemas sem medo de repreensão, punição ou retaliação; e identificam e agem sobre as questões sistêmicas que levam profissionais a comportamentos inseguros. A responsabilização distingue erro humano (como uma confusão), comportamento de risco (como pegar atalhos) e comportamento inseguro (como ignorar etapas de segurança necessárias).
Evento sentinela (JCI 8ª ed.): evento de segurança do paciente, não relacionado ao curso natural da doença, que resulta em morte, dano severo ou dano permanente. Exige análise sistemática abrangente (mais comumente, Análise de Causa Raiz), plano de ação corretivo, implementação e monitoramento de eficácia.
Divulgação de erros clínicos (JCI 8ª ed., PCC.02.03): a política de disclosure inclui divulgação imediata do erro, pedido de desculpas, descrição de como o erro ocorreu, descrição de como o cuidado do paciente foi afetado e discussão de como o hospital evitará a recorrência.
Conclua as quatro dimensões de análise para desbloquear o Plano de Ação e a Reunião de Disclosure.
Analise a atuação da equipe da linha de frente à luz da Cultura Justa e o papel da paciente como última barreira de segurança.
Mapeie as diretrizes institucionais de segurança que foram violadas e avalie a conduta da farmácia clínica diante da hierarquia médica.
Investigue como as falhas de infraestrutura (impressora e PDAs) induziram o erro assistencial e a normalização do desvio.
Avalie a cegueira sistêmica, os cortes de recursos e a responsabilidade gerencial da diretoria e do Núcleo de Qualidade.
Proponha barreiras de segurança para impedir a recorrência do evento, indicando ação e setor responsável.
Conduza, em discurso direto, a primeira reunião com a família da paciente M.S.S.
O tutor está analisando sua resposta contra a matriz de padrões esperados...
| Dimensão | Classificação do tutor |
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